Ainda não percebi bem a diferença e sei que há muitos pontos em comum...Quando parece que estão todos a dormir, até o mundo...é quando ando acordada a sentir-me mais a sós.
*há gente a mais no mundo
Não se pode mesmo confiar nas mulheres. São umas falsas e umas vendidas, umas cretinas que se deixam levar e enganar quando não são elas a enganar e a fazer-nos vender e entregar alma e o resto que vem junto: carteira e corpo incluídos.
Voltei a cantarolar-te e a imaginar como será que foi que isto aconteceu! Lembrei-me do toque da tua pele e do esgar da tua expressão incomodada pela traição a que o vento te impôs quando o fumo do cigarro te beijou os olhos enquanto me devolvias o isqueiro. De comeres à pressa e de só querer uma imperial que não fosse Tagus, uma música para recordar e outro Marlboro para acender(-te). De pensar que o silêncio ali seria menos constrangedor que as palavras que eu vomitava e me sabiam mal porque até a mim me confundiam.
Fase 1- Acaba tudo quando afinal já tinha acabado havia muito e muito tempo. Pronto eu acrescento o oficialmente que não interessa a ninguém visto que o que realmente interessa ou devia interessar é que já não se sentia nada ou só se sentia muito pouco e "só" isso deveria ser o bastante para oficiosamente se perceber...mas não. Não passamos de uns masoquistas e pior: sádicos porque só gostamos de partilhar mesmo é o sofrimento...bora lá então! Chega-se a um ponto e acaba-se o que já acabou, portanto sofre-se. Esta é a palavra mágica da primeira fase: sofre-se.
Não adianta dizer-se e ouvir-se que sim, que foi o melhor que se fez, que nos podia ter acontecido, que já não havia nada. Não adianta nada lembrar-nos que isto foi tudo muito à pressa e que uma coisa assim sem fundações e sem alicerces, construída e reforçada apenas de um lado...que uma relação é mesmo assim, como uma construção arquitectónica (arrojada ou não), em que é mesmo indispensável a entreajuda e parceria entre o engenheiro civil e o arquitecto. Já escrevi que a palavra passe desta fase é a da família do sofrimento? que não adianta nada dizerem ou mostrarem por a+b o que quer que seja? Pois é assim...que começa ou acaba (depende do ponto de vista) o círculo emocional em que se experiênciam as relações. As outras? As que não começam depois deste fim ou que não acabam assim são as que ainda não fecharam o círculo...

Vi a minha solidão à venda numa montra da cidade. Na baixa da cidade. Lá estava ela, de preço branco colado na frente, "c/Iva" dizia e eu fiquei: a sentir o sol a queimar-me os ombros, a cadela a puxar-me para a sombra e sem conseguir aceitar que ela estava ali...à vista de todos e de nenhuns porque a solidão não se mostra e nem se põe a gritar que ali está, praticamente nua e à venda.